segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Lutar por causas isoladas é desviar o foco: é preciso combater o golpe como um todo

As esquerdas não somente estão dando sinais de que abandonaram as lutas - não por desistência ideológica, mas por perplexidade - como preferiram lutar por causas isoladas. Uns contra reforma X outros contra reforma Y, outros contra racismo, machismo, outros defendendo merenda nas escolas, direitos para os gays, etc. Tudo isso é válido, mas não seria melhor unir todas as causas em uma só: lutar contra o golpe?

Será que não perceberam que tudo isso está acontecendo porque tem uma elite e seus apoiadores que desejam que haja um monte de retrocessos no país, para que apenas os interesses dessa elite sejam preservados?

Será que não perceberam que lutar isoladamente por cada causa, além de desvio de foco, desperta a desunião dos manifestantes e diminuição da quantidade de pessoas pelas causas progressistas? Este isolamento de causas agrada muito os golpistas, que veem nisso um esvaziamento das manifestações progressistas, onde cada um vai para o seu lado, dispersando o movimento.

Não devemos esquecer as causas isoladas, mas temos a obrigação de compilá-las na luta contra o golpe. Cada prejuízo está relacionado com  golpe. Não existe nada isolado. Tudo que está sendo feito tem um único objetivo: diminuir a quantidade de beneficiários para que bens, direitos e valores permaneçam exclusivos nas mãos de quem as possui em excesso.

Quando se cria um preconceito contra classe X ou Y, está na verdade tirando pessoas do caminho do benefício, transformando a luta pela sobrevivência em uma competição covarde onde os vencedores tem que trapacear para não perder a invencibilidade.

Unir as causas no combate ao golpe fortalece o movimento e cria a união não somente das causas como de pessoas, aumentando drasticamente a quantidade de manifestantes e criando uma credibilidade à manifestação.

Vamos reunir todas as reivindicações em uma só: acabe o golpe, punir golpistas e apoiadores e colocar no poder personalidades e leis comprometidos com o bem estar da população e com o desenvolvimento do país. Chega de sermos uma precária República de Bananas, controlada por gananciosos.

sábado, 19 de agosto de 2017

"Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais". Que tempos excepcionais?

Um argumento repetido como mantra pelos defensores da operação conhecida como "Lava Jato" que surgiu supostamente para combater a corrupção e mais tarde se revelou como estratégia para gerar o golpe para favorecer interesses dos maiores capitalistas instalados no país é a frase citada no título desta postagem. Mas aí eu pergunto: tempos excepcionais? Que tempos excepcionais, cara pálida?

A lei garante as medidas de exceção quando há uma perigosa ameaça à população. Um fato que possa arrasar com o país como um todo ou levar prejuízo e morte a grande parte da população. Mas esta ameaça não existe e as medidas de exceção (incluindo a atuação mais do que subjetiva do juiz Sérgio Moro - enrustidamente filiado ao PSDB e secretamente ligado a entidades políticas estadunidenses) mostraram suas verdadeiras intenções nos últimos meses, sendo impossíveis de serem negadas.

É tradição que governos trabalhistas que beneficiem os mais carentes sejam combatidos. Ricos são gananciosos e fazem de tudo - inclusive gastar dinheiro - para manipular o sistema político e a sociedade para que a sua ganância, confundida como direito básico dos mais ricos, seja preservada.

Mas com o amadurecimento da sociedade que aos poucos vai conhecendo como funciona a política, os métodos tem que ser alterados. Não se permite mais o estado de exceção e sim medidas de exceção em uma falsa democracia. É preciso colocar, de forma... digamos pacífica, de que as medidas são "necessárias" e a população se dará bem com elas.

Como fazer a população aceitar as medidas de exceção

Mas para que as desculpas esfarrapadas soem convincentes é preciso piorar a qualidade da educação, reforçar a influência da grande mídia e desestimular o desenvolvimento intelectual e o interesse pela política. Um povo alienado, com baixo senso crítico, e também altamente crédulo (é preciso ter FÉ) e acomodado, é um grupo de presas fáceis de cair em armadilhas, tornando uma espécie de "exército" útil para as classes dominantes.

É preciso estimular os valores que estimulem o conservadorismo e o respeito à ganância alheia (que não será rotulada com este nome pejorativo). Se possível estimular um certo messianismo, a crença em uma espécie de "xerife", "herói" ou "salvador" que fará sozinho ou com ajuda de um pequeno grupo o que a população não sabe ou não quer fazer.

Para completar o processo que favorece a aceitação da população dessas medidas de exceção, é preciso alienar o lazer para que as pessoas não usem o tempo livre para pensar e desenvolver subversão. Enfiar na cabeça que patriotismo é futebol, cerveja é necessário e enfatizar músicas e filmes que desestimulem o intelecto e foque à diversão pura, mantendo pessoas ocupadas com atividades puramente lúdicas, dificultando de desenvolver o intelecto.

Por isso que foi bem fácil utilizar as medidas de exceção e glorificar uma operação que se moatra como uma farsa. Pois a mesma operação poupa corruptos muito mais perigosos, envolvidos em acusações muito mais sérias que um apartamento de classe média e um sítio capenga, para condenar um político sem crimes comprovados que sempre lutou e luta pelo bem estar dos mais carentes.

Golpistas deveriam ser punidos. Todos!

Se tempos excepcionais exigem medidas excepcionais, a principal medida seria prender todos os políticos do PSDB e aliados e também todas as forças auxiliares (juízes, empresários, "investidores", internautas e jornalistas) que favoreceram o golpe que atua para destruir literalmente o país, tornando-o pior do que os países mais miseráveis da África. 

Infelizmente, este golpe, assim como muitos outros pelo mundo afora, surgiu para o benefício exclusivo dos homens mais ricos instalados no país, comprometidos com interesses ocultos de grandes capitalistas e que sempre se intrometem na política tupiniquim.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Proibição de benefícios e homenagens deixa clara a perseguição subjetiva a Lula

Dois episódios acontecidos em pequeno limite de tempo comprovam que a plutocracia elegeu Lula como inimigo público número 1 por ameaçar a ganância dos mais ricos. para não ficar feio para a opinião pública, travestiu o ex-presidente de "bandido de alta periculosidade" e iniciou-se a sua perseguição, intensificada após uma condenação sem justificativa plausível e sem base em provas.

Doação de 500 mil reais a Lula, por uma "ovelha negra" das elites

Uma filha de banqueiro, indo na contra-mão do que deseja a sua classe social, Roberta Luchsinger, decidiu ajudar Lula após saber que o juiz do PSDB Sérgio Moro bloqueou os bens de Lula após o condená-lo por risíveis acusações de corrupção sem quaisquer tipo de provas. Roberta decidiu doar 500 mil reais para que Lula possa se manter e manter os custos de seu processo judicial.

Mas ontem, um juiz de São Paulo, Felipe Albertini Nani Viaro, alegou que Roberta tinha dívidas de 62 mil (uma migalha para quem é rico) e mandou ela pagar antes de completar a doação. A exigência acabou soando como um obstáculo à doação e deixou subentendida uma certa proibição na doação, já que setores do judiciário estão comprometidos a prejudicar Lula de qualquer maneira, para honrar compromissos com forças interessadas em evitar um novo governo de esquerda.

Roberta afirmou que irá dobrar o valor da doação após a exigência e que também vê nesta atitude um claro interesse em prejudicar Lula, já que o seu governo feriu os interesses de uma elite - que não é o caso de Roberta, esta sim uma verdadeira patriota altruísta - interessada em ver renda e direitos mal distribuídos e uma elite fechada em sua ganância, egoisticamente preservada como "direito básico".

Cancelamento do título de Honoris Causa

Hoje, com o início da caravana que servirá de campanha para que o povo ajude Lula a limpar a sua imagem falsa de vilão, imagem construída pelas elites gananciosas, surgiu a oportunidade, anunciada há meses pelo reitor da UFRB na Bahia, do ex-presidente receber mais um título Honoris Causa pelos benefícios que fez à sociedade brasileira tanto na luta pela redemocratização, como pela excelente gestão como Presidente da República. 

Um vereador do DEM, Alexandre Aleluia, filho do famosos político José Carlos Aleluia, este sim um político ganancioso de ideias retrógradas, decidiu por as manguinhas de fora para impedir a homenagem, alegando de forma bem subjetiva que a iniciativa "fere o princípio da moralidade pública". Aleluia Jr. acionou o juiz Evandro Reimão dos Reis para que a decisão fosse tomada.

E mais: A Polícia Federal foi também acionada para que o evento com a homenagem não acontecesse, o que pode resultar em algum tipo de violência, caso a decisão do juiz e do DEM seja desobedecida, o que poderá manchar a imagem dos integrantes do DEM (ex-ARENA), responsáveis pelo Golpe, prestes a cometer a safadeza de mudar de nome para a hipócrita denominação MUDE. Caras de Pau são os integrantes do reacionário DEM, e não os que querem homenagear Lula.

 Com isso, os responsáveis tratam o ex-presidente como se fosse um bandido, com base em acusações sem prova, ferindo com a decisão várias garantias constitucionais como a presunção de inocência e o princípio da autonomia universitária. Se a reitoria da UFRB decidiu homenagear Lula é porque há razão justa para isso.

Ameaças de morte e homenagem sem motivo

Bom lembrar que um reitor de outra universidade, em Alagoas, recebeu ameaças de morte ao anunciar outra homenagem similar a Lula. Sem fazer afirmações contra Fulano ou Sicrano, é bom lembrar que coronéis no Nordeste, como o caso de políticos de direita, costumam ser mandantes de assassinatos de desafetos na região. Mas a ameaça pode ter vindo apenas de outro detrator de Lula, sem ligação com a política. 

Outro detalhe é que o mesmo DEM decidiu fazer outra homenagem, só que a João Dória, prefeito de São Paulo, hoje uma capitania do PSDB, sem qualquer motivo justo, já que o publicitário que governa a maior cidade do país não fez qualquer tipo de benefício a outrem que justificasse a homenagem. 

Trocando em miúdos, Para os semi-fascistas do DEM, Lula não pode ser homenageado por sua brilhante trajetória, mas Dória pode ser homenageado por coisa nenhuma, sem qualquer tipo de feito que mereça qualquer tipo de parabenização, apenas por bajulação. Dois pesos, duas medidas.

Tristes tempos no Brasil. Estamos sim em uma ditadura infeliz e quem negar, estará mentindo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Somente imbecis acham que Nazismo é de esquerda


Com a notícia do terrível ato neonazista ocorrido nos EUA, brasileiros mal informados começaram a retomar a tese cretina de que o Nazismo e ideais semelhantes são "de esquerda". Uma prova de que gente odiosa não está disposta ao menor raciocínio e que desconhece fatos históricos preferindo construir a compreensão da realidade com base em convicções próprias, como se temperasse uma comida a seu gosto pessoal. 

Eu, pessoalmente conheço um direitista enrustido que acredita nesta tese. Mas não vou citar o nome dele, pois não me interessa prejudicar os outros. Ele que procure se informar melhor para não ser objeto de chacota alheia. Provavelmente, se ele ainda usa redes sociais e insiste nesta tese, já deve ter virado piada para muita gente um pouco mais sensata que ele.

 A tese de que o Nazismo é de esquerda é idiota porque ideais de esquerda são construídos com base no altruísmo. Como uma ideologia oposta ao altruísmo e altamente genocida pode ser considerada "de esquerda"? Esta ideia é resultante de uma grande confusão com regimes stalinistas e similares.

O Nazismo nunca pode ser de esquerda porque é excludente e tem base na ideia de que existem seres humanos que são melhores e merecem ter exclusividade em muitos benefícios. Algo que vai contra os ideais de esquerda que enxergam todos os seres humanos como iguais e merecedores dos mesmos direitos. Quando erram, devem responder também da mesma forma, sem distinção.

Ah, quase eu ia me esquecendo: Hitler odiava a esquerda. Considerava socialistas seus inimigos mortais e perseguiu e matou muitos ideólogos de esquerda pois reprovava ideologias que pretendessem proteger as classes que considerava inferiores. Enfim, como o Nazismo poderia ser de esquerda se odiava a esquerda? A burrice da direita brasileira parece ignorar limites.

Stalin e o estereótipo equivocado das esquerdas

Josef Stalin usou o estereótipo socialista e comunista para definir a sua gestão, mas no fundo, sua gestão tinha características de fascismo. Eu considero o stalinismo uma espécie de fascismo. Apesar de estereótipo de "esquerda" frequentemente associado a Stalin, eu não o considero um esquerdista. Até porque Stalin mandou matar Trotski, este sim um verdadeiro esquerdista, o que sugere oposição ideológica entre eles.

Stalin gerou um estereótipo negativo para as esquerdas graças aos estadunidenses, sobretudo a Joseph McCarthy (Josef, Joseph, coincidência?) que definiu os esquerdistas típicos com as características de Stalin, que agia de forma muito parecida com Adolf  Hitler.

Para piorar ainda mais o estereótipo, o nome Nazismo vem de "Nacional Socialismo" com os direitistas se esquecendo que a palavra "socialismo" no caso da ideologia de Hitler, tinha sentido bem diferente da do Socialismo de esquerda. Se lembrarmos bem, há partidos de direita que usam a palavra em seus nomes, incluindo o famoso PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), de explícita linha capitalista neoliberal.

Extremistas de direita brasileiros são nazistas enrustidos

Outra coisa que os direitistas que alegam ser o Nazismo uma ideologia "de esquerda" se esquecem é que eles tem muita afinidade com as ideias defendidas pelos nazistas. Mas como o Nazismo gerou um mau estigma e nossas leis condenam ideias deste tipo, podendo levar extremistas para a cadeia, os extremistas brasileiros logo trataram de jogar a "bomba" para longe de suas mãos e recusar o rótulo que casa com a ideologia que defendem.

Para os extremistas brasileiros foi conveniente jogar o rótulo de "nazista" para as esquerdas. Para os extremistas é uma boa forma de criminalizar as esquerdas e tirar do caminho uma ideologia oposta a deles. Mesmo que não faça nenhum sentido, classificar o Nazismo como "de esquerda" enfraquece as esquerdas além de dar a esperança aos extremistas de ver esquerdistas na cadeia por "afinidade" ideológica com a mais genocida das ideologias.

Mas para que um pingo é letra sabe muito bem que os extremistas brasileiros se afinam totalmente com o Nazismo e ideais afins. Recusam o rótulo com medo de punições, mas se olharmos bem o repertório ideológico dos extremistas brasileiros, vemos de forma bem nítida a presença de ideais herdados do Nazismo.

É necessário lembrar que infelizmente se existem extremistas de direita no Brasil é porque devemos ter o maior cuidado possível. São todos assassinos em potencial.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Partidos conservadores trocam de nome: nova embalagem para conteúdo apodrecido

Alguém já me disse que a melhor forma de conservar algo antigo é colocá-lo em uma embalagem nova. Pelo jeito os partidos conservadores trataram esta frase como conselho e trataram logo de comprar roupas novas para os mortos-vivos. Vários partidos conservadores já trataram de mudar seus nomes. Mas mantendo suas velhas ideias, várias nocivas à população em geral.
O curioso é que em quase todos, os novos nomes tem relação a valores nobres e positivos, como se a simples utilização de um nome que transmita melhora e responsabilidade fosse o suficiente para transmitir essa ideia e ganhar confiança dos eleitores.

Mas alto lá! Estes partidos são os mais retrógrados que existem no país e com a mais absoluta certeza no cumprirão o que dizem em seus novos nomes. Até fazem parte de sua ideologia e seus interesses permanecer retrógrados, para que continuem lucrando e ferrando com aqueles que eles julgam ser seus adversários.

A hipocrisia é a constante nestas mudanças de nome. São as mesmas carinhas feias que fizeram plastica sem melhorar a sua linha de pensamento. E você os conhece muito bem. A saber:

DEM (Democratas) - MUDE (Movimento de Unidade Democrática)
PEN (Partido Ecológico Nacional) - Patriotas
PTN (Partido Trabalhista Nacional) - Podemos
PT do B (Partido Trabalhista do Brasil) - Avante
PSL (Partido Social Liberal) - Livres

Isso sem falar do "Partido Novo" que segue a mesma linha ideológica do PSDB, embora seja de fato um partido inédito. Tirando este, os outros evitam colocar a palavra "partido" no nome para forjar uma "anti-política". Fazer política sem política é algo sem sentido. Mas no Brasil, absurdos e contradições sempre foram permitidos.

Enquanto isso, partidos de esquerda seguem fazendo justamente o oposto: oferecem conteúdo novo com embalagens velhas, o que espanta os eleitores que certamente serão ingenuamente seduzidos pelas belas embalagens de conteúdo velho dos partidos de direita. Se as esquerdas não mudarem também, vão continuar perdendo.

Pena que quando abrirem as novas e belas embalagens sentirão aquele fedor de mofo dos tempos das múmias e aí será tarde demais para descobrir que foi atingido pela maldição dos antigos faraós. Esses mesmos "faraós" que realizaram o golpe e pretendem voltar legitimamente ao poder. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Esperança para os coxinhas: PSDB vai pedir perdão

O que eu sempre desconfiei está prestes a acontecer: na tentativa de se recuperar e voltar ao poder, já que é o partido alugado pelas grades corporações estrangeiras, o PSDB vai lançar uma campanha de recuperação de sua imagem com direito a um pedido de perdão pelo envolvimento em escândalos políticos.

Claro que é um perdão meio cara-de-pau pois todo mundo sabe que o PSDB é totalmente corrompido (não escapa um, segundo Jucá) e que o esquema do Aécio todo mundo já conhece, incluindo os "ingênuos" Armínio Fraga e Luciano Huck, que fingiram ser traídos pelo partido.

Mas como não há uma campanha de ódio contra o PSDB, vai ser fácil convencer a população mal informada (incluindo muitos diplomados, de nível superior e pós-superior, que estudam apenas para se dar bem no mercado de trabalho) de que os tucanos "são gente honesta que entrou no esquema por ingenuidade", prometendo se recuperar e retomar o suposto estadismo que alegam ter vocação.

Enquanto isso, o PT segue levando murro na cara e insistindo em se manter de pé sangrando e cambaleando, ao invés de dar um pequeno sumiço para voltar fortalecido e combater o direitismo que destrói o país. 

Lula crescendo nas pesquisas não significa nada fora das teorias, pois o crescimento se dá apenas entre as pessoas que foram pesquisadas, que não são todos os brasileiros. Não é impossível Lula perder de forma humilhante nas eleições de 2018 e entregar o poder a um ganancioso capitalista que arruinará ainda mais o país e eliminar de vez os direitos dos brasileiros.

Porque se o PSDB recuperar a sua imagem, vai voltar ao poder e continuar as "reformas" que irão transformar o Brasil numa imensa África, com direito a extrema miséria e ao apartheid que separará pobres e abastados que declararão entre si a enrustida guerra civil que já transforma cidadãos em belicosos inimigos uns dos outros.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Achille Mbembe: A era do humanismo está terminando

ESPREMENDO A LARANJA: O cientista político e historiador camaronense, professor de universidades na África do Sul, Achille Mbembe é um dos maiores e mais importantes intelectuais da atualidade e fez um preciso e claro diagnóstico da política atual, além de fazer um alerta de como a humanidade será tratada neste início de século, muito diferente do que pensavam os antigos futurólogos e suas previsões mai otimistas sobre a época atual.

Esta entrevista com o cientista fez parte de um artigo publicado no Mail & Guardian da África do Sul e traduzido em português por André Langer e publicado na revista iHU da Unisinos e no site da revista Fórum. Leia abaixo parte do excelente artigo e o link para o texto integral vem logo em seguida.

A era do Humanismo estão terminando

Achille Mbembe, tradução de André Lianger - Site Instituto Humanitas - Unisinos

Não há sinais de que 2017 seja muito diferente de 2016.

Sob a ocupação israelense por décadas, Gaza continuará a ser a maior prisão a céu aberto do mundo.

Nos Estados Unidos, o assassinato de negros pela polícia continuará ininterruptamente e mais centenas de milhares se juntarão aos que já estão alojados no complexo industrial-carcerário que foi instalado após a escravidão das plantações e as leis de Jim Crow.

A Europa continuará sua lenta descida ao autoritarismo liberal ou o que o teórico cultural Stuart Hall chamou de populismo autoritário. Apesar dos complexos acordos alcançados nos fóruns internacionais, a destruição ecológica da Terra continuará e a guerra contra o terror se converterá cada vez mais em uma guerra de extermínio entre as várias formas de niilismo.

As desigualdades continuarão a crescer em todo o mundo. Mas, longe de alimentar um ciclo renovado de lutas de classe, os conflitos sociais tomarão cada vez mais a forma de racismo, ultranacionalismo, sexismo, rivalidades étnicas e religiosas, xenofobia, homofobia e outras paixões mortais.

A difamação de virtudes como o cuidado, a compaixão e a generosidade vai de mãos dadas com a crença, especialmente entre os pobres, de que ganhar é a única coisa que importa e de que ganhar – por qualquer meio necessário – é, em última instância, a coisa certa.

Com o triunfo desta aproximação neodarwiniana para fazer história, o apartheid, sob diversas modulações, será restaurado como a nova velha norma. Sua restauração abrirá caminho para novos impulsos separatistas, para a construção de mais muros, para a militarização de mais fronteiras, para formas mortais de policiamento, para guerras mais assimétricas, para alianças quebradas e para inumeráveis divisões internas, inclusive em democracias estabelecidas.

Nenhuma das alternativas acima é acidental. Em qualquer caso, é um sintoma de mudanças estruturais, mudanças que se farão cada vez mais evidentes à medida que o novo século se desenrolar. O mundo como o conhecemos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com os longos anos da descolonização, a Guerra Fria e a derrota do comunismo, esse mundo acabou.

Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo.

O capitalismo e a democracia liberal triunfaram sobre o fascismo em 1945 e sobre o comunismo no começo dos anos 1990 com a queda da União Soviética. Com a dissolução da União Soviética e o advento da globalização, seus destinos foram desenredados. A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização.

Apoiado pelo poder tecnológico e militar, o capital financeiro conseguiu sua hegemonia sobre o mundo mediante a anexação do núcleo dos desejos humanos e, no processo, transformando-se ele mesmo na primeira teologia secular global. Combinando os atributos de uma tecnologia e uma religião, ela se baseava em dogmas inquestionáveis que as formas modernas de capitalismo compartilharam relutantemente com a democracia desde o período do pós-guerra – a liberdade individual, a competição no mercado e a regra da mercadoria e da propriedade, o culto à ciência, à tecnologia e à razão.

(Leia o texto completo neste link)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Leonardo Stoppa explica as razões do golpe de maneira bem simples

O economista Leonardo Stoppa é um dos melhores analistas políticos da atualidade. Muito bem informado, ele explica muito bem os bastidores da política em uma linguagem facilmente entendida por leigos e por pessoas que não estão por dentro destes bastidores.

Stoppa postou há pouco tempo um vídeo onde explica como foi possível o golpe de forma bem simples. Nele, você vai perceber porque a Dilma foi expulsa do poder e porque Temer não. É um vídeo curto, mas direto, onde em poucas palavras se sabe porque os deputados agiram de forma bem diversa nos dois casos.

Claro que o desejo dos EUA em impedir o desenvolvimento do Brasil e pegar para si as nossas riquezas é o motivo central do golpe. Mas aqui entendemos como se deu o processo através do congresso, que na realidade nunca representa o povo que votou mas sim os empresários e classes dominantes que patrocinaram as campanhas de seus ocupantes.

Veja o vídeo abaixo e entendam porque Dilma caiu e Temer ficou de pé.

sábado, 5 de agosto de 2017

Cadê a indignação dos brasileiros?

O Brasil mergulhou definitivamente no mais profundo caos. Não apenas a corrupção e a crise cresceram como vão crescer ainda mais, já que a população em geral não terá mais direitos nem salário e terá que apelar para o jeitinho brasileiro (pequena corrupção) para sobreviver.

Mas ultimamente não vemos grandes manifestações da população, a não ser quando a mídia ou organizações como a CUT chamam para as ruas. O povo brasileiro é conformista e obediente e necessita de uma liderança para que se diga o que fazer.

No próprio cotidiano vemos pessoas à procura de algum tipo de ordem, seja de um amigo, de pais, da mídia ou até de religiões. Brasileiros adoram ser mandados e vivem a procura de algum líder ou herói. Isso comprova que o brasileiro não sabe decidir por conta própria, algo coerente para o povo em sua infância coletiva de pouco mais de 500 anos de nação.

Essa inércia do brasileiro pelo menos revelou duas coisas: 1) Os protestos de direita de dias como o de 13/03/2016 foram uma farsa paga por entidades ligadas ao capital internacional; 2) Se a esquerda não coloca show musicais e personalidades famosas no palanque, ninguém vai aos manifestos.

Isso significa que seja de direita, seja de esquerda, o brasileiro não está o mínimo com vontade de protestar. Desde que se garanta e preserve futebol, carnaval, cerveja e as religiões, a vida do brasileiro pode até piorar bastante que ele terá as suas "fugas" para poder fingir que tudo está bem.

No vídeo abaixo eu falo mais coisas a respeito. Ouçam, compartilhem e divulguem.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O patriotismo hipócrita dos direitistas

Dois fatos me inspiraram a escrever este texto, embora existam muitos motivos para eu tocar neste assunto. Um é a declaração de um fascista contra um imigrante sírio pedindo: "saia de meu país, o Brasil é meu". Outra é a escolha da data 7 de setembro para a estreia do filme que defende o ponto de vista da direita sobre o processo conhecido como Lava Jato.

Quanto ao fascista que atacou o imigrante sírio (este evidentemente um homem de bem que só queria trabalhar e viver pacificamente), eu estranho  seu "patriotismo". Porque o tal fascista fica incomodado com um simples vendedor sírio mas fica tranquilo diante das grandes corporações ianques e europeias que dão sinais claros de prejudicar a sociedade brasileira? 

Quanto ao filme da Lava Jato: porque a escolha do Dia da Pátria (revogado na prática pelo golpe) se o episódio mostra claramente a condenação subjetiva, sem provas de um político de esquerda, responsável pela melhor fase política que o país já teve. A escolha da data para o filme pretende tratar, diante dos olhos dos menos esclarecidos, como um "evento cívico" algo que pretende destruir a reputação de um presidente que conseguiu melhorar a vida dos mais carentes e tornar o Brasil competitivo no exterior, melhorando nossa imagem diante dos estrangeiros.

Estranho prejudicar alguém que beneficia tanta gente enquanto protege e até exalta verdadeiros sanguessugas como Temer e o próprio juiz Moro (personagem protagonista do filme), já responsáveis, apenas os dois, por uma avaladadora destruição do país para ser vendido a preço de banana para estrangeiros. Patriotismo sem a defesa da soberania? Você entregaria os bens da sua casa a estranhos? Eu não!

Noção distorcida e falsa de patriotismo

A noção de patriotismo da direita é completamente distorcida. Talvez para a direita, o que interessa é proteger a bandeira, o hino e a "seleção" brasileira de futebol. Sim, acredite. Futebol. Ou por qual motivo os direitistas colocam a camiseta da CBF quando querem demonstrar seu suposto amor pelo país? Fora estes três "símbolos cívicos" nada que haja neste país merece a defesa da direita. Se puder vender, que seja vendido a gringos, seja empresas, terrenos e até mulheres (né, Tucano Huck?).

A direita não pensa no Brasil como um país, mas como um gigantesco terreno onde eles podem fazer o que quiser e chamar os amiguinhos (os gringos). Como aquele cara que chama os amigos para uma festa, a direita entende ser dona de nossos bens e riquezas e por isso se acham no direito de entregar para quem quiser, caso não queiram mais possuí-los. 

Mas claro que eles vão fazer para os amigos, sejam ianques, europeus ou japoneses. Árabes, estigmatizados como "terroristas" não são amigos e por isso não perecem receber nosso bens, nem mesmo um mísero emprego. Por isso que o tal fascista fez com o sírio o que ele nunca faria com alguém vindo dos EUA. Mesmo que o estadunidense demonstre ser um terrorista de fato.

Apoiadores do golpe fogem da destruição do país pelos golpistas

Outra coisa a lembrar sobre o patriotismo da direita é que muitos ricos e parte da classe média alta brasileira já bate as suas asas para longe do Brasil. Várias celebridades estão se mudando para o exterior e curiosamente são as mesmas que apoiaram o golpe de 2016. Como deve ser bom sacanear com a vida dos outros para depois cair fora feito um covarde, protegido pelo distanciamento das atrocidades que acontecerão por aqui.

Na verdade, o falso patriotismo da direita tem mais a ver com a defesa de instituições (O Brasil como instituição e não como um lugar onde vivem seres humanos) e para "ficar bem na foto" patriotismo é um dos valores sociais e fingir estar a favor do Brasil transmite uma boa imagem. Quem se assume patriota é tratado como altruísta e responsável. E isso atrai o afeto e confiança de outras pessoas, além de inúmeros benefícios materiais.

Mas a destruição de tudo que temos de bom em nosso país mostra que este patriotismo alegado pela direita é pura fachada. Direitistas não se importam em ver o país sucateado desde que seja pelas pessoas "corretas", as grandes corporações que desejam devolver o Brasil à condição de colônia de exploração. 

Enquanto isso, os direitistas, sob o sol de Miami, riem da cara dos seus admiradores, que pensaram que estes fugitivos eram altruístas e patriotas. Não se fazem mais homens de bem como antigamente.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Direitistas se consideram "democráticos"

Direitistas vivem fora da realidade. trancados em sua farta vida de sucesso econômico e privilégios de diversos tipos. Egoístas e gananciosos por natureza, costumam medir a realidade de acordo com suas vidas pessoais e todos aqueles que não correspondem a farta vida que vivem são facilmente ignorados e descartados. Somente aquilo que já faz parte de suas vidas lhe interessa.

Vários direitistas vem declarado que "democracia" era quando os direitistas estavam no poder, governando apenas para as elites. Há inclusive os que recusam a classificar como ditadura os governos militares de 1964 a 1985. Pior: há quem diga que o holocausto alemão nunca aconteceu. Se há no poder alguém trabalhando em prol das elites, está tudo bem.

A desordem causada às classes oprimidas é surrealisticamente tratada como um tipo de ordem. Para garantir a ordem dos fortes é preciso arruinar com a ordem dos fracos. Como se ordem, progresso e democracia fossem prerrogativas dos mais fortes (ricos e poderosos). Como se quisessem privatizar a democracia e os direitos humanos, transformadas em propriedades privadas exclusivas dos mais ricos. Agora só falta privatizar o ar, pois a água já foi.

Num mundo onde direitos passam a ser exclusivos dos ricos, obrigando os mais fracos a quase morre para tentar - sem sucesso - obtê-los, tudo parece democrático para quem vive trancafiado em condomínios de luxo e trabalha em escritórios refrigerados em uma confortável poltrona.

Brasileiros só sabem o que é dor quando sentem na pela a tal dor. Não pensam a longo prazo e só aprendem no momento em que os danos aparecem. Brasileiros não são altruístas e o pouco de caridade que praticam não vai  muito além da sopinha aguada e agasalhos rasgados.

Pessoas naturalmente egoístas mas que se definem como boas, direitas e corretas só porque cumprem um conjunto de regras e rituais, já comemoram o golpe não como tal, mas como uma forma "diferente" de instaurar aquilo que entendem como "democracia" onde privilegiados e excluídos tentam viver de forma pacífica (ou passiva?) aceitando suas injustas condições.

Por isso que muitos direitistas vivem acusando os progressistas de "mimimi" quando alertam que não vivemos em uma democracia. Mesmo que haja algum nível de liberdade - senão eu não estaria aqui escrevendo - é evidente que não vivemos em uma democracia de fato, pois as decisões estão sendo feitas por poderosos empresários, invisíveis para a grande população, que beneficiam apenas a eles e aqueles (não todos) que os apoiam.

Os direitistas que ainda acreditam que estamos em uma democracia, vivem fora da realidade, trancafiados em um mundo fantasioso de sucesso econômico e fartura de bens e direitos. Melhor não dermos ouvidos aos direitistas. Essa gente com certeza tem algum problema mental que os incapacita de compreender a realidade como ela é, e não como parece ser.

domingo, 23 de julho de 2017

Lula criticou o PSOL. E ele está certo!

Lula deu há poucos dias uma histórica entrevista para o jornalista esportivo de mentalidade progressista José Trajano em seu canal Ultrajano. A entrevista foi transmitida ao vivo pelo YouTube e teve bastante repercussão. 

Mas um trecho da entrevista rendeu uma polêmica entre vários esquerdistas militantes ou simpáticos ao PSOL, partido formado majoritariamente por professores universitários e que tem fama de festivo e de priorizar causas secundárias em detrimento a causas essenciais.

Lula criticou algumas posturas comuns de vários integrantes do PSOL,numa crítica honesta e construtiva, mas que foi entendida como forma de ingratidão pelo partido ter reprovado publicamente a sua condenação, por motivos subjetivos, decretado por Sérgio Moro, juiz que age como advogado de acusação. Para o PSOL, defender Lula foi um favor que deveria ser retribuído com "respeito". Mas não houve desrespeito por parte de Lula. Leiam:

“(…) a única coisa que e desejo é que eles ganhem alguma coisa, eu quero que eles governem a cidade do Rio de Janeiro. Quando eles governarem a cidade do Rio do Janeiro, metade da frescura deles vai acabar. Eles vão perceber que não dá pra gente nadar teoricamente. Você não pode ficar na beira da praia falando ‘você dê uma braçada pra cá, uma braçada pra lá, levanta a cabeça…’. Entra na água e vai nadar, pô! Então eu quero que eles governem uma cidade. Depois que eles governarem uma cidade eles vão compreender que nem o Sarney, quando foi em 2006 [1986], que elegeu 323 deputados constituintes e 23 governadores, conseguiu governar”. E conclui afirmando que: “O problema é o seguinte: eles ‘se acham’. Sabe aquele cara que levanta de manhã, vai no espelho e fala, ‘espelho, espelho meu: tem alguém mais fodido que eu? Tem alguém mais sério do que eu? Tem alguém mais honesto que eu, mais bonito que eu, mais sabido que eu?”

Lula, por ser um esquerdista veterano e de conhecer os bastidores da política de forma bem objetiva e atenta, sabia o que estava dizendo. Integrantes do PSOL, sem entender  caráter construtivo da crítica, se sentiram ofendidos e exigiram um pedido de desculpas de Lula, como se o ex-presidente tivesse falado uma mentira. Não falou.

Acrescento que, apesar de admirar alguns de seus integrantes de forma isolada (Jean Wyllys é um dos caras mais inteligentes e sensatos de quem eu ouvi falar), não tenho muita confiança no PSOL. Ele é realmente festivo, prioriza causas que poderiam ser discutidas a longo prazo, faz apologia a decadência cultural (sobretudo ao horrendo "funk" carioca) e dá sinais de que pode virar direita com o tempo (como o PPS e o PV) o que faz os direitistas nutrirem um discreto respeito pelo PSOL.

O PSOL do Rio errou feio em recusar acordo com o PT e se aliar a Rede Globo. Acabou atraindo o eleitorado tucano e deixou aparecer a sua essência pequeno-burguesa (o que justifica a priorização de temas supérfluos em seu repertório ideológico), afastando o proletariado carioca. Sem querer acabou se aliando com a direita e se deu mal, perdendo para Crivella, que soube melhor conversar com os mais pobres, estranhamente atraindo para si o eleitorado do PT.

Claro que estamos em uma fase da história política que exige união das esquerdas. Mas mesmo assim, é bom a gente ficar atento, pois quem dá as mãos agora pode nos chutar depois. Observemos o comportamento dos PSOlistas e tire cada um a sua conclusão. Mas um pouco de auto-crítica por parte dos integrantes do criticado partido não faria mal.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Reforma Trabalhista: Enfim um problema real para o povo se preocupar

Uma atrocidade sem tamanho foi aprovada e sancionada no país: a chamada "Reforma Trabalhista". A medida, que visa cortar os direitos dos trabalhadores para não prejudicar o aumento do patrimônio e a elevação de qualidade de vida dos grandes empresários, deve ser posta em prática em pouco tempo, daqui a 120 dias e vai, com a mais certa das certezas, arruinar a economia como um todo.

É sabido que o golpe teve a intenção de favorecer lucros excessivos dos maiores empresários do país, que se achavam prejudicados com a distribuição justa de renda proposta pelas gestões petistas. Eles precisavam agir para manter seu nababesco padrão de vida, que os faz "melhores" que o resto da humanidade.

Ignorando qualquer tipo de ética, bom senso e respeito humano e desobedecendo qualquer tipo de lei, os empresários de grande porte, através dos políticos e juízes que os representam, fizeram o Brasil chegar aonde chegou: em uma ditadura capitalista que promete transformar o Brasil em uma "África".

Claro que para evitar o pânico entre a população, aproveitando-se da ignorância de boa parte do povo brasileiro, muito discurso está sendo feito para parecer que as reformas s]ao vantajosas para o trabalhador, sempre se baseando na utopia de que a nossa elite empresarial é generosa. Até um nome pomposo foi dado à reforma: "Modernização das relações de trabalho", apesar da prática nos devolver a uma situação similar aos primórdios da Revolução Industrial.

Especialistas em Direito, Economia e Administração estão perplexos. Confirmam o fato de que a reforma poderá gerar um gigantesco estrago na economia brasileira. O Brasil reduzirá drasticamente seu nível de desenvolvimento, retomando a sua vocação de colonia de exploração. Já se fala muito em revogação não somente da Lei Áurea, mas também da Independência do Brasil. 

O país se reduz desde já a fonte de commodities para consumo de países desenvolvidos, que encontram desde já as condições perfeitas para exploração: com mão de obra barata e vastos bens naturais que agora passam a pertencer as nações exploradoras.

E a malfadada corrupção? Não era o nosso maior mal?

O povo, ingenuamente, sempre direcionou toda a sua preocupação para a abstrata corrupção, cujo verdadeiro significado e os danos para a economia são desconhecidos de quase todos. Para muitos, corrupção é o ato de pegar o dinheiro pago do imposto e colocar nas contas particulares dos políticos. Embora esta seja uma das modalidades de corrupção, não é a unica. 

Corrupção é uma troca ilícita de favores praticada por mais de uma pessoa. Há modalidades de corrupção que não interferem de forma danosa na realidade cotidiana do povo. E a corrupção pode ser praticada por qualquer um, mesmo pelo mais pacato cidadão. Bom lembrar que corrupção é rotina os meios empresariais, embora muitos insistam em negar isso.

Já a reforma trabalhista, aceita silenciosamente pela população que considera a corrupção o nosso maior mal, gerará danos estratosféricos. Finalmente o brasileiro terá um problema real para poder se revoltar, já que só sabia reclamar de más atuações no futebol e de corrupção. 

Aliás, vai favorecer o surgimento de novas modalidades de corrupção, já que aos poucos a troca de trabalho por salário irá desaparecer, favorecendo a volta da escravidão (razão de ter posto a gravura da Escrava Anastácia para ilustrar esta postagem).

Algo tem que ser feito para esta reforma ser revogada. Mesmo que a CLT necessite de uma reforma, ela não pode ser substituída por algo típico dos primórdios da indústria mundial. Trocamos a CLT por algo que existia muito antes dela, eliminando todas as conquistas que vieram depois. 

É triste ver que os idealizadores desta reforma comete a sádica mentira de chamá-la de "modernização" quando se sabe que ela não é aplicada em nações mais humanitárias. Quem conhece o desenvolvimento da história da Administração sabe muito bem que a evolução sempre pendeu para o favorecimento dos trabalhadores. Exatamente o oposto do que pretende a "Reforma Trabalhista", já carinhosamente chamada de Revogação da Lei Áurea, um nome realista, que faz mais sentido para qo que ala pretende fazer.

Para quem duvidava que as nossas elites sempre foram escravocratas, a aprovação das "reformas" serve como boa prova disto. O Brasil é país do futuro... do pretérito. Seja bem vindo de volta ao Brasil colonial.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Condenação de Lula e aprovação da Reforma Trabalhista mostra para que foi feito o golpe de 2016

Há uma guerra sutil entre classes em nosso país. Os meios de comunicação fazem conta de que tudo está bem e age em prol da população, mas longe dos holofotes um silencioso holocausto se prepara para acontecer. A condenação, sem provas, de Lula por suposta corrupção passiva, um dia após a reforma que acaba com os direitos dos trabalhadores desmascaram as razões do golpe, que nunca teve como propósito combater a corrupção, mas combater a classe operária.

Com as duas decisões, além dos trabalhadores perderem a sua maior liderança, o melhor presidente que o Brasil já teve, perde também direitos, sendo obrigado a trabalhar mais ganhando menos, sem poder reclamar, já que os sindicatos serão enfraquecidos e a justiça do trabalho ficará inerte até ser extinta com o passar do tempo.  A escravidão deixa de ser criminalizada, desde que não seja devidamente justificada.

É uma situação muito pior que o regime militar, que em pese torturas e censuras, não mexeu em direitos trabalhistas. Os maiores empresários do país, além de outros tipos de ricaços, todos apoiadores das medidas, passam a ser os únicos beneficiários de direitos no país.

O Brasil finalmente se prepara a entrar em uma situação muito parecida aos mais pobres países da África, somada a características que lembram bem, com devidas alterações, com o holocausto nazista liderado por Hitler. 

Mas como os mais ricos pretendem sair com a imagem de bonzinhos, tudo está sendo feito de foma mais sutil possível, acrescentado por mentiras que podem ser facilmente aceitas por leigos, por analfabetos e pessoas com senso crítico e capacidade de análise limitados. Pessoas que ainda acreditam na grande mídia demonstram aceitar facilmente as atrocidades cometidas por golpistas.

As duas medidas são reversíveis. Lula poderá recorrer e ainda há chance de ser liberado na segunda instância. De acordo com as regras da Economia, a reforma trabalhista levará empresas de micro, pequeno e médio porte a falência em massa devido a falta de consumidores, que como funcionários, deixarão de receber salário, substituído por algo similar a uma mesada ou ajuda de custo, quando houver.

Lei Áurea e Independência do Brasil oficialmente revogados

Mas até o Brasil voltar a ser uma nação soberana, as medidas como a reforma trabalhista e outras que já foram aprovadas pelos golpistas matarão multidões que não terão mais condições dignas de sobrevivência e de saúde mínima. 

O fim dos direitos trabalhistas e a condenação de sua maior liderança, o ex-presidente Lula, revelam as verdadeiras causas do golpe: favorecer a ganância empresarial para que ricos possam manter seu padrão durante acrise do Capitalismo e facilitar a entrada de especuladores financeiros que agirão feito os antigos exploradores, devolvendo o Brasil à condição de Colônia de Exploração.

Revogadas finalmente a Lei Áurea e o Grito da Independência. A democracia durou muito pouco, assassinada por um bando de saqueadores. Resta saber quando esses saqueadores responderão pelo que fizeram.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Pesquisa sobre crescimento de ideais de "esquerda" pode ter sido uma farsa

Foi divulgado o resultado de uma pesquisa organizada pelo Datafolha, instituto de pesquisas ligado a Folha de São Paulo, que sugere crescimento dos ideais de esquerda entre os brasileiros, se aproveitando do alto índice de reprovação em relação ao governo Temer. De início personalidades de esquerda comemoraram, mas após ver os detalhes da pesquisa e comparar com a realidade, logo perceberam que não passou de uma farsa.

A suposta pesquisa tomou base em 16 perguntas ao mesmo tempo superficiais e subjetivas. Os resultados form influenciados por estereótipos. Por exemplo, se alguém disser que pobreza é resultado da falta de oportunidades, era considerado de "esquerda". se outro dissesse que a pobreza é resultado da preguiça, de direita. 

Também ignorou que a pobreza é resultado dos desequilíbrios típicos do Capitalismo, caracterizados, cá entre nós, pela ganância do grande empresariado. Muitos não gostam de falar em ganância por achar um conceito subjetivo e meio "piegas". Mas é fato de que a ganância empresarial destrói qualquer sistema econômico e é a verdadeira raiz das desigualdades sociais e das crises.

Há suspeitas de que a pesquisa surgiu para esconder crescimento real dos ideais fascistas. Sinceramente, na prática, eu não vejo um crescimento dos ideais esquerdistas. A submissão do povo brasileiro à instituições e lideranças e a influência das religiões, somadas a aversão tradicional do brasileiro a racionalidade, tem reforçado bastante uma onda de neoconservadorismo entre a população. Mesmo com os avanços tecnológicos, brasileiros tem sonhado em preservar ideais antigos com medo de perder privilégios e vantagens.

Mesmo a adesão de direitistas ao "Fora Temer" se dá mais por interesse particular de impedir fim de direitos do que por defesa de uma soberania nacional e bem estar de toda a população. Se polos opostos querem a mesma coisa, é por motivos bem diferentes. Enfim, ser contra Temer não significa ser "de esquerda". Até porque Temer tem se demonstrado um pouco frouxo para as crueldades que os direitistas - representantes das "elites" brasileiras - desejam para a população maia carente.

Para ser bem sincero, eu não acredito muito em pesquisas. Não as vejo sendo feitas a todo momento e a amostragem é muito pequena em relação as dimensões de nosso país. Entrevistar umas 1000 pessoas é insuficiente para demonstrar o que pensa mais de 200 milhões. Não raramente a maioria de uma pesquisa representa a minoria de uma nação. Ou seja, se os pesquisados tendem a favorecer a esquerda, se a pesquisa for estendida a um número maior de pessoas, o resultado pode virar e favorecer a direita.

O Brasil está um caos. Sem lideranças responsáveis, um judiciário corrompido, uma elite cada vez mais gananciosa e uma população dividida entre uma esquerda preocupada com "funks", drag queens e siliconadas empinando os traseiros e liberação de narcóticos e uma direita sádica a querer a morte de todos os pobres. Estou perdido.